28/01/09

QUAL A VOSSA DOUTRINA SOBRE O INFERNO?


Penso muitas vezes em pessoas que morreram e não se podem salvar porque nem sequer acreditavam em Deus. Será verdade que vão sofrer eternamente?
N.L.

Vi recentemente gravuras que representavam o inferno e custa-me admitir que Deus seja capaz de infligir essa espécie de sofrimento a uma pessoa. Qual é a vossa doutrina sobre o inferno?
R.P.B.


As duas perguntas têm uma certa relação e por isso lhes respondemos em conjunto.
Em primeiro lugar, gostaríamos de relembrar o que as Sagradas Escrituras dizem qunato a natureza mortal do homem, tema que está de novo a ser discutido com grande interesse, devido à propagação de doutrinas enganosas, como a reencarnação e a imortalidade da alma.

A Palavra de Deus afirma categoricamente que somente Deus é imortal: “Aquele que tem, Ele só, a imortalidade (1Timóteo 6:16), clarifica o apóstolo Paulo. O homem é mortal e só por ocasião da ressurreição dos justos, se tiver aceitado a Jesus como seu Salvador, poderá receber a imortalidade, que será um dom de Deus. Enquanto esse dia não chega, ele dorme no pó da terra, os seus pensamentos pereceram e ele nada sabe do que se passa na terra, “porque os vivos sabem que hão-de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma” (Eclesiastes 9:5). A morte é para o homem como um sono sem sonhos, do qual só despertará quando Cristo voltar a este mundo, para dar a cada um conforme a sua recompensa: vida eterna aos que O recebe, morte eterna aos que O rejeitam. O próprio credo católico que alguns aprenderam em criança dizia isso mesmo: “Creio em Deus Pai, que há-de vir a julgar os mortos e os vivos (…)”.

A doutrina bíblica da salvação e vida eterna é muito simples. O próprio Jesus a definiu: “Deus amou o mundo de ttal maneira, que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que n`Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (S. João 3:16). O apóstolo Paulo refere a mesma verdade com outras palavras: “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Há, portanto, duas opções: crer e ter a vida eterna, ou não crer e perecer eternamente. Isto, aliás, já aconteceu no jardim do Éden. Adão e Eva podiam decidir obedecer ou desobedecer a Deus, mas sabiam perfeitamente que a consequência da sua desobediência seria a morte.
Deus dissera: “Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerá; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Génesis 2:17). Ao longo da História, o homem tem tido sempre o poder de escolher, de decidir, sabendo o que a sua escolha comporta.

Assim, para os que aceitam a Jesus, Ele dirá: “Vinde, benditos de meu Pai e recebei por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”. Ao que O rejeitarem – os que não se salvam, como diz o nosso prezado leitor – Jesus dirá: “Apartai-vos de mim, que não vos conheço.” (S. Mateus 25:34, 41). E apartar-se de Jesus, a única fonte da vida, é a morte eterna.

Mas não esqueçamos: a Palavra de Deus diz que o salário do pecado é a morte, e não o sofrimento. O que é eterno são as consequências da recompensa ou da condenação – vida ou morte eternas.

Parece-nos perfeitamente justa a observação da nossa estimada leitora, que diz que lhe custa a admitir que Deus possa infligir sofrimentos eternos a seres humanos. Concordamos com a sua afirmação, pois a Sagrada Escritura diz textualmente que “Deus é amor” e o próprio Jesus, no texto acima citado, declara que Deus nos amou de tal maneira, que deu o Seu Filho unigénito para nos salvar. Ora, não cabe na nossa compreensão a ideia de um Deus mau e vingativo, capaz de fazer sofrer eternamente pessoas que Ele amou e desejou que fossem salvas.

A doutrina de um inferno, lugar de sofrimento atroz e contínuo, é completamente alheia aos ensinos das Sagradas Escrituras e é um daqueles erros pagãos que se foi insidiosamente infiltrando nos ensinos da igreja cristã. Inferno, na Bíblia Sagrada, significa apenas “lugar inferior, morada dos mortos”.

Há uma passagem bíblica que, referindo-se a Jesus e à Sua ressurreição, usa este termo, que é a tradução de xeol. Diz assim: “Não deixarás a minha alma no inferno, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção” (Salmo 16:10). Algumas versões bíblicas mais modernas, com a Bíblia de Jerusalém (Edições Paulinas, S. Paulo, Brasil) e a Tradução interconfessional (da Sociedade Bíblica de Portual, Lisboa), usam já termos diferentes. A primeira usa a própria palavra xeol. “Não abandonarás minha vida no Xeol, nem deixará que teu fiel veja a cova”; a segunda diz: “Não me entregará ao poder da morte, não abandonarás na sepultura aquele que amas.” De facto, ao terceiro dia, e tal como havia predito, Jesus ressuscitou e não conheceu a corrupção, não permanecendo, por conseguinte, no xeol-inferno/sepultura.

Cremos que é tempo de estudar profundamente este tema, à luz da Palavra de Deus, e contemplar o nosso amantíssimo Pai Celestial na beleza da Sua santidade e na profundidade do seu amor pela humanidade.

26/01/09

PORQUE É QUE A BÍBLIA É A PALAVRA DE DEUS?

Qual a diferença entre a Bíblia e os outros livros que não são a Palavra de Deus, uma vez que usam a mesma linguagem?

No que concerne ao aspecto exterior – vocabulário, gramática, impressão -, a Bíblia é, de facto, semelhante a qualquer outro livro. É assim porque Deus quis que a compreendêssemos e por isso nos fala numa linguagem que nos é familiar. Mas há uma grande diferença entre a Bíblia e os outros livros: Ela é a Palavra de Deus e, e como diz explicitamente o apóstolo Paulo, “Toda a Escritura é inspirada por Deus e serve para ensinar, convencer, corrigir e educar, segundo a vontade de Deus” ( 2ª Timóteo 3:16).

A linguagem usada é a mesma usada em outros livros, mas há uma diferença: Deus inspirou ao profeta, ou ao autor, segundo os casos, os pensamentos e conceitos que desejava comunicar, e esse ser humano, guiado pelo Espírito Santo, transcreveu-os no seu estilo pessoal. Em certo sentido, passou-se a mesma coisa com Jesus, o Verbo Eterno, a Palavra, como dizem algumas versões, que é o que quer dizer “Verbo”; “No principio de tudo, Aquele que é a Palavra já existia. Ele estava com Deus e Ele mesmo era Deus” (S. João 1:1). Mas para comunicar connosco, Jesus fez-Se homem, sem deixar de ser Deus. “Aquele que é a Palavra fez-Se homem e veio morar no meio de nós (João 1:14).

Jesus era verdadeiramente humano e a Sua aparência exterior era semelhante à dos homens do seu tempo. “Olhando nós para Ele”, diz o profeta Isaías, “nenhuma beleza víamos para que O desejássemos” (Isaías 53:2). Porém, quando em presença de Jesus, do testemunho da Sua vida e ministério, facilmente se podia perceber que Ele era mais do que um simples homem. Essa foi, por exemplo, a experiência do apóstolo Pedro, que, privando diariamente com Jesus, pôde um dia declarar: “Tu és o Cristo, o Fillho do Deus Vivo” (S. Mateus 16:16).

Ora, é isto o que acontece com a Bíblia. Ela é semelhante aos outros livros, porém, quando a abrimos com fé e sinceridade, somos forçados a reconhecer que não se trata de um livro qualquer, mas sim da Palavra de Deus que se dirige a todo o coração humano, que tem poder para convencer do pecado, transformar vidas e levar-nos ao Salvador, de Quem dão testemunho (S. João 5:39).

Estamos convencidos de que esta pode ser a experiência do prezado/a amigo/a. Como poderá ver (http://noscaminhosantigos.blogspot.com), oferece-nos estudos que nos permitirão descobrir mais e mais deste livro maravilhoso, revelação de Deus ao homem.

Aprofunde em:
http://noscaminhosantigos.blogspot.com

Deus o abençoe.